Viagem de moto pela Argentina, Chile, Peru e Bolívia. Destino principal: Machu Picchu.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Dia 15 - Antofagasta -> Iquique
Comecei o dia com o café da manhã típico do hotel chileno:
Peguei a Ruta 1, que vai pelo litoral. Belas paisagens, bem diferentes do que a gente está acostumado perto do oceano. Não tem nenhuma árvore.
Cheguei bem cedo em Iquique. De longe a visão é fantástica. Uma bela cidade no meio da areia. Impressionante.
Almocei no Neptuno. Ótima opção para frutos do mar. Comi muito, dois pratos diferentes, e gastei cerca de 30 reais. Fica perto da praia, fácil de achar.
A cidade possui uma zona franca. Boa opção de compras de eletrônicos. Preços bem interessantes.
Gostei da cidade, tem um ambiente agradável, bonita, pessoal simpático (meio raro aqui no Chile). Muitos carros importados (Hummer, Mustang etc.) que usufruem da isenção de impostos na importação. Mas se o carro for pra outra cidade acaba a mamata.
Amanhã é dia de Dakar. Hasta luego chicos!!!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Dia 14 – San Pedro de Atacama –> Antofagasta (Chile)
Ontem à noite fiquei pensando para onde ir hoje. Arica não dava pois estaria lotada por causa do Dakar. San Pedro eu já conheço e não queria perder tempo aqui, ainda mais com a cidade lotada.
Então resolvi seguir para o litoral do Chile, sem destino certo. Mas fui pelo lado sul do Salar de Atacama. São mais de 300 km sem posto de gasolina. Meu galão de 8 litros estava cheio, então… vamos que vamos.
A idéia era fugir da estrada por Calama, que eu já conheço. No geral não tem muita novidade… muito nada, nada e mais um pouco de nada. Na estrada só tinha eu. Se a moto quebrasse eu tava ferrado. Só depois de uns 150 km que começou o tráfego de caminhões em direção ao Salar. E só… quase nenhum carro ou moto.
Era isso que me aguardava...
Momento ócio en la ruta...
Quando cheguei na bifurcação da Ruta 5 fiquei pensando o que fazer. Como eu tinha que trocar o óleo (da moto, hahahaha), rumei para Antofagasta que é uma cidade média.
Fui trocar o óleo em uma Yamaha. Mas… só abre às 16:30. Então o dia teria que terminar por aqui mesmo.
Antofagasta é uma cidade interessante. Não sei se é feia ou bonita. Tem paisagens bem legais, moderna, carros novos pra todo lado, comércio muito bom… e ao mesmo tempo tem um lado da cidade bem feio… meio largado… jeitão de uma cidade grande e seus dois lados distintos.
E tem o Oceano Pacífico. Só de chegar até ele de moto já é uma grande emoção.
Aqui a periferia também está no morro... só que o morro é bem mais alto.
95% da praia é assim.
O que sobra de praia, como nós conhecemos, fica assim. Contei só umas 3 assim... o resto não tem condições de banho.
Amanhã vou para Arica, se não tiver hotel eu dou um jeito.
PS: Nelson, tem razão, o nome da cidade é Purmamarca. Já corrigi. E sobre a BMW, acho que ela tem o maior índice de donos relaxados com a manutenção dentre todas as marcas. Acho que confiam demais no trabalho da concessionária…hahahahahahaha
Dia 13 - Salta -> San Pedro de Atacama (Chile)
Bom, saí de Salta com uma chuva fininha. Depois esquentou, esfriou, esquentou... assim complica né...
Salta vista de cima
Um pouco depois de Salta encontrei com um brasileiro de Curitiba. Fomos juntos até Purmamarca. Lá encontramos outros brasileiros com BMW. Descobri que a moto do meu upgrade futuro é a GS800...
Falando nisso, lá tinha uma GS650 com um rolamento quebrado. A 650 importada, não a nacional. No caminho encontrei mais duas BMW sendo guinchadas. GS 1200 e de novo a 650... a GS800 nunca vi sendo rebocada... muito estranho isso... que venham as críticas ao meu comentário. hahahahaha
Saindo de Purmamarca... frio.... até Susques estava razoável, depois..... aos 4800 metros, estava 5 graus. Haja frio!!!!
Para todo lado as Amarok do rally Dakar estão presentes.
Cheguei em San Pedro de Atacama ainda durante o dia. Fui no hotel que fiquei da última vez e a dona me levou para outro hotel, dela também, uns 3 km do "pueblo" (o centro). Uma escuridão medonha à noite... mas o quarto é bacana. E tem até internet. Impressionante. Isso por pouco mais de 50 dólares. Em se tratando de SPA está baratíssimo.
Até!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
ALERTA: BOQUETEROS!!!
Houve um furto em um banco perto de onde estávamos hospedados, em Buenos Aires. Os ladrões cavaram um túnel desde um imóvel perto do banco. Fizeram com que o alarme disparasse todo dia, aí no dia do furto mesmo ninguém deu bola pro alarme e fizeram a festa.
Arrombaram várias caixas com pertences de clientes. Passei em frente ao banco no dia que fui embora de Buenos Aires e parecia a morte do Michael Jackson. Um monte de câmeras de TV e um monte de cliente reclamando.
Mas o que isso tem a ver com os boqueteros? A imprensa não para de falar neles! Boqueteros são os ladrões, porque fizeram um túnel, um boquete, em espanhol.
Mas eu não consigo parar de rir com as manchetes. Tentei tirar foto de uma:
Cuidado com os boqueteros!!!!!!!!!!! Fechem suas calças…. quer dizer, suas casas!!!!!!!!!
O Clarin fez uma seção especial em seu site: BOQUETEROS
Dia 12 – Rafaela –> Salta
Hoje a previsão era chegar em San Salvador de Jujuy. Mas cheguei até Salta, poucos km antes. Aqui pelo menos eu já conheço.
A estrada até pouco antes de Salta é só isso:
Um monte de reta interminável com paisagens bem sem graça. Falando nisso, eu só comecei a filmar saindo de San Miguel de Tucuman. Inclusive filmei uma manifestação bloqueando a Ruta 9. Só motos estavam passando. Apesar do tamanho, o que eu tenho ainda é uma moto, então passei de fininho, mesmo com o povo gritando. Acho que não gostaram do fato de eu ter furado o bloqueio. hahahahahahaha
Cheguei antes do anoitecer e fiquei no hotel Continental, quase na entrada da cidade. (Av. Hipolito Yrigoyen, 295)
Boa localização, do lado do teleférico de Salta. Hotelzinho razoável, com preço nem tanto, 200 pesos para pagamento em efectivo (em dinheiro, grana na mão, bufunfa, pilas, cascalho), 280 se for na tarjeta (cartão de crédito).
Fui jantar no La Rinconada (San Martin, 204). Perto da enorme praça do lado do teleférico. Comi o melhor bife de chorizo da minha vida. Excelente. Papas fritas (batatas fritas) também ótimas. Tudo muito bom, até a Quilmes estava bem gelada (a Quilmes de 1 litro é o meu Dorflex diário após andar de moto o dia todo).
Tentei antes ir no Dona Salta, restaurante famoso pelas empanadas. Mas a fila estava enorme e não estava muito afim de ficar parado, cansado do jeito que eu estava.
É isso. Amanhã tem mais.
Dia 11 - Buenos Aires –> Rafaela
Fui deixar a Grasi no aeroporto. O vôo estava previsto para as 15:15 mas foi antecipado em meia hora. Até eu voltar para o hotel e sair com a moto já era umas 5 da tarde. Mas beleza, eu queria rodar alguma coisa nesse dia.
Saí com a intenção de rodar até cansar. Chegando perto de Rosário a chuva começou forte. Parei no posto para abastecer e coloquei a capa de chuva que eu comprei recentemente. O mesmo modelo de capa que o Paulo usou na última viagem que fizemos para Ushuaia. Ele tinha comprado na própria BMW de Brasília. Eu comprei no ebay (pra variar).
Que maravilha de capa, se eu soubesse que era tão boa tinha comprado bem antes. Protege da chuva e do frio. O modelo é BMW ProRain Suit.
Com o conforto da capa eu resolvi ir tocando até onde desse. Por volta de meia-noite cheguei em Rafaela. Como era o destino previsto do dia resolvi parar.
Hotel Ferro, por 95 pesos, cerca de 40 reais. Uma beleeeeeeeeeeza. Vejam nas fotos e comprove:
Mas aqui pelo menos tem shampoo…. viu Adriano… hahahahahahaha
Ora do gatão aqui fazer companhia para os bichanos. hehehehe
Dias 8, 9 e 10 – Buenos Aires
No dia 1º de janeiro fomos ver a largada do Dakar. É um evento que só serve para as pessoas conhecerem um pouco os veículos. E só. O Dakar mesmo é muito mais que isso. Mas mesmo assim até que é legal ver a largada do Obelisco.
A cidade estava cheia… de turista. E brasileiros… muuuuuuuuuuuitos brasileiros. Só se ouve português.
É muita gente…
Nos dias seguintes, fomos conhecer melhor Buenos Aires. Fomos em alguns shoppings, fizemos o passeio de ônibus pela cidade, que por sinal vale a pena para ter uma idéia geral dos pontos turísticos de Buenos Aires. Tentamos tomar um café no Café Tortoni (Av. de Mayo, 825) mas a fila estava enorme. Desistimos. Fila em férias não rola.
Fomos inclusive “dar pipoca aos macaaaaaaaaaaacos”, como dizia Raul Seixas, no Zoológico.
As motos no meio da calçada e o cuidado que os argentinos tem com os capacetes. Depois ainda falam de mim…
As casas de zinco do “Caminito”. A rua mais “feita” para o turismo que eu já vi na vida.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dia 7 - Buenos Aires (Reveillon)
Dia de turismo! Coisa que nunca fiz em Buenos Aires.
Visitamos alguns centros de compras, Córdoba e região, Florida etc.
Os preços na Argentina não são mais tão bons quanto antigamente. A gasolina está cara (paguei 4 pesos ou mais, ou seja, quase 2 reais e às vezes 2,50. Em 2009 eu pagava 1,30), as roupas de marca (Nike, Reebok etc) não tem preço bom mais. Restaurantes nem tão baratos. Cobram até 5 reais em uma Coca.
O reveillon por aqui, como eu já sabia, é bem sem graça. Fomos até Puerto Madero acompanhar a "queima de fogos". Mas é muito ruim. Qualquer cidade mediana no Brasil tem fogos melhores.
O povo de Buenos Aires se manda para Mar del Plata, praias do Brasil, Punta del Este no Uruguai... aqui só ficam os turistas, brasileiros em sua grande maioria. Só se fala português por todo lado.
Acabamos acompanhando os fogos e voltando pro hotel. Não fizemos a ceia em nenhum restaurante, acabamos desistindo na última hora. Nem sei se teria sido uma boa, o povo é meio devagar pra isso por aqui...
Os preços de qualquer coisa em Puerto Madero estavam exorbitantes!
Gaseosa = Refrigerante (cerca de 7 reais)
Hamburguesa = hamburguer vagabundo