segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dia 17 - Tacna (Peru) -> Juliaca (Peru)

Ontem não falei, mas na hora de ir embora do local de observação do Dakar, uma van cheia de chileno deu ré em cima da moto. Meu capacete novinho saiu rolando (viu como é difícil eu ter um capacete zerado?), a moto caiu e o protetor de motor que estava rachado quebrou de vez (uma das soldas). Pra piorar, o bauleto arranhou e o peso da moto em cima dele fez com o suporte entortasse. E uma lâmpada do pisca dianteiro quebrou. Que beleza não?

Ninguém saiu do carro pra levantar a moto. Aí eu gritei pro povo e disse que o mínimo era levantarem a moto sozinhos. Tudo molecada, e já tinham tomado todas. Uns paraguaios e bolivianos que estavam conversando comigo também reforçaram o coro pros folgados saírem do carro. Aí pediram desculpas, ajudaram a levantar a moto... mandei irem embora porque a m... já tava feita. Vou fazer o que? Acionar o seguro? Pedir dinheiro pra arrumarem a moto? A dor de cabeça ia ser maior do que o estrago.

Eu já não gosto muito de chileno, porque são muito anti-sociais, agora piorou. Para se ter uma idéia, eu estava conversando com os bolivianos e paraguaios lá no ponto de observação e nenhum chileno trocava uma só palavra com a gente.

Mas enfim... hoje tive que procurar uma lâmpada. Achei uma parecida que serviu, vai quebrar um galho.

O hotel que fiquei em Tacna, Hotel Princess, é muito bacana e custou só 40 reais. Fica perto do mercado municipal, mas a rua é bem tranquila. Dica de um argentino que trabalha na recepção do hotel que fiquei em Antofagasta.... (que bagunça). Só podia ser argentino mesmo, porque se fosse chileno..........
Aproveitando que eu estou descendo a lenha nos chilenos, quando eu troquei o óleo da moto em Antofagasta o dono da oficina disse que o mecânico estava ocupado, que só poderia trocar no outro dia. Fui falar com o mecânico e ele disse que 5 minutos não fariam diferença. Trocou o óleo e não cobrou nada por isso. Resumindo, o dono é um babaca chileno, o mecânico um chileno gente boa!!! Ainda há esperança!!!

Voltando ao dia de hoje.

Resolvi ir em direção a Cuzco por Arequipa. Até Arequipa foi tranquilo, mas depois... frio, frio e mais frio. Dois graus em boa parte do percurso. Estava chovendo e eu já estava com capa de chuva, mas com pouca blusa por baixo. Fico pensando qual seria a sensação térmica de dois graus, chovendo, de moto a 100 km/h.
Tive que esperar um momento em que a chuva desse uma trégua para colocar a luva Polartec por baixo da luva e colocar a blusa por baixo da jaqueta. Porque se eu fizesse isso debaixo de chuva ia ser pior. Molhar o que está seco não pode, nunca.

Eram três dificuldades, grande parte da estrada não tem acostamento, não existe nenhum lugar com cobertura (posto, bar, o que seja) e a altitude de 4500 metros deixa tudo mais complicado. A cabeça estava estourando.

O frio era tanto que eu não tirei quase nenhuma foto, só filmei com a câmera do capacete. Um dia eu aprendo a ser que nem o Nelson. Se fosse ele já teríamos umas 853 fotos de hoje. hehehehehehe

Só consegui chegar até Juliaca. E que bagunça, achei que estava na Índia. Moto, carro, ônibus, tudo no mesmo lugar. E todo mundo buzinando. Fui em alguns hotéis indicados no gps mas não tinham garagem, a moto tinha que ficar no meio da bagunça. Então achei um hotel que um dia deve ter sido bem luxuoso... um dia... porque agora é meio decadente, Hotel Juliaca. Mas eu não podia arriscar pegar um hotel com aqueles chuveiros temperamentais... que ficam frio no meio do banho. 170 soles, caríssimo, dá uns 100 reais. Preço de Cuzco.

Ainda estou sentindo os efeitos da altitude, aqui são 3.897 metros. Mas já estou tomando o chá de coca... que se alguém me dizer que é erva cidreira eu acredito.

Amanhã eu faço umas fotos e transformo alguns frames da filmagem em foto. Hoje eu não quero fazer nada. Até pedi a janta aqui no quarto. E se Deus quiser amanhã chego em Cuzco, finalmente!!!!

Pessoal que tem comentado, valeu pela força! Estou aprendendo a ser menos ranzinza em minhas postagens, viu? hahahahahahahaha

Até amanhã!

3 comentários:

  1. Evandro, fique tranquilo que vc tá chegando mesmo cheio de obstáculos! O trânsito em Juliaca e em todas as outras cidades é um inferno (filmei esse lugar)... esta buzinação é difícil de aguentar e em Cusco continuará, então pode ir se acostumando! kkkkk
    Tb peguei muito frio no Peru, principalmente na parte de Moquegua até Puno que chegou a aparecer gelo no parabrisa e roupas... estava com 2ª pele, forro, jaqueta e capa de chuva! E quando estava comprando roupas disseram para ir com jaqueta de verão... eu tinha morrido!
    Espero que a viagem seja tranquila, são poucos km e vc terá lindas paisagens! Boa sorte e depois de 20 km de Juliaca, se cuide com os 30 km de asfalto ruim com pedras soltas e tb com cachorros e animais soltos! O comentário tá quase um post...

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  2. Olá gente!
    Primeiramente parabenizo pelo trabalho que fiz em ajudar aos brasileiros que desejem conhecer Machu Picchu, quem escreve é um amante da cultura brasileira e graças a deus já teve a sorte de morar no Brasil por um bom tempo, agora voltei ao Peru – Cusco para mostrar a todos os brasileiros que desejem conhecer a terra dos incas.
    Se alguém deseja algumas dicas e recomendações pra a sua viagem, sera tudo um prazer ajuda-los em realizar o sonho de conhecer Machu Picchu Cusco, Lima, Lago titicaca, Arequipa, Nazca, Paracas, Puno, Trujillo e outros destinos que ainda não foram explorados pelo brasileiros.
    http://www.viagensmachupicchu.com.br/

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